Cada métrica está posicionada contra o intervalo normal da plataforma. A faixa cinzenta é o comportamento esperado; a marca é o resultado desta campanha.
O que a campanha entregou em cinco dias.
A campanha bateu todas as referências da plataforma.
O LinkedIn baixa o custo do inventário quando o conteúdo gera interação. Um custo por mil impressões de 11,52 € em Portugal — abaixo do mínimo esperado — é a plataforma a confirmar que o criativo funcionou junto de quem o viu.
E conseguiu-o com dois dias de fim de semana dentro de cinco, em pleno pico de férias em agosto. Numa janela de calendário favorável, os números seriam melhores.
O post recolheu 20 gostos, mas o dado decisivo é outro: 190 dos 213 cliques foram para o artigo. Não são reações nem expansões de texto — são pessoas que abriram o conteúdo. Cada visita ao artigo custou 0,79 €.
Distribuição das impressões pelos níveis de senioridade do LinkedIn.
Níveis onde o conteúdo do Hub tem contexto técnico para ressoar
Seis em cada dez pessoas alcançadas estão classificadas como Entry. Para conteúdo sobre validação de software em contexto de investigação e desenvolvimento automóvel, é uma proporção alta: um técnico de validação com cinco anos de experiência costuma estar classificado como Senior, não Entry.
Ressalva: esta distribuição é de impressões, não de interações. Só a distribuição das interações permite saber que nível reagiu acima do seu peso, e essa continua por extrair.
O LinkedIn identificou a empresa em 1 877 das 13 018 impressões. As dez mais alcançadas:
Empresas de tecnologia ou engenharia de produto
Entre as dez empresas mais alcançadas há aviação, banca, uma ordem profissional, administração local e o instituto do emprego. Apenas duas pertencem ao universo onde o Hub recruta.
A explicação é a segmentação: a função Engenharia no LinkedIn abrange engenharia civil, mecânica e industrial, e a função Tecnologias de Informação abrange departamentos internos de qualquer setor. O alcance foi obtido, mas espalhado por um universo mais largo do que o pretendido.
Os cargos mais alcançados dentro destas duas funções, e como cada um reagiu.
Esta é uma seleção dos perfis com maior exposição, não a totalidade da campanha: representa 5 034 das 13 018 impressões. O LinkedIn identifica o cargo em pouco mais de metade das impressões e exporta apenas os maiores segmentos, pelo que os números não somam o total.
| Impressões | Cliques | CTR | |
|---|---|---|---|
| Civil Engineering Professional | 112 | 5 | 4,46% |
| Team Lead | 224 | 5 | 2,23% |
| Senior Software Engineer | 193 | 4 | 2,07% |
| Senior Technician | 442 | 9 | 2,04% |
| Technician | 1 663 | 28 | 1,68% |
| Engineer | 588 | 8 | 1,36% |
| Software Engineer | 717 | 9 | 1,26% |
| Full Stack Engineer | 130 | 0 | 0% |
| Electrical Engineer | 156 | 0 | 0% |
| Mechanical Engineer | 127 | 0 | 0% |
| Civil Engineer | 400 | 0 | 0% |
| IT Specialist / IT Consultant | 282 | 0 | 0% |
Uma taxa de cliques três vezes acima da referência, com frequência de 3,4, significa que quem viu o conteúdo reagiu a ele. Não há nada a corrigir aqui.
Dos 213 cliques, 190 abriram o artigo e 5 foram à página da empresa. Cada visita ao artigo custou 0,79 €. O tráfego gerado é genuíno, não ruído de interface.
O post recolheu 20 gostos, mas nenhum comentário e nenhuma partilha. É a partilha que gera alcance orgânico gratuito — sem ela, tudo o que a campanha alcançou foi pago. Sobraram 7 novos seguidores.
O orçamento concentrou-se em 3 832 pessoas dentro de uma audiência endereçável de 420 mil. A campanha foi profunda numa amostra pequena, e a amostra esgotou-se antes de o público-alvo dar por ela.
Alcance não faltou; faltou concentração no perfil certo. O orçamento espalhou-se por banca, retalho, aviação e administração pública, e por cargos que consumiram centenas de impressões sem um único clique.
O que a campanha entregou em quatro dias.
O post pediu comentários e recebeu um.
O conteúdo era um jogo de sopa de letras de verão em espanhol, com um apelo direto: comentar quantos serviços se encontram. Resultado ao fim de quatro dias e 138 € — um comentário e um gosto, da mesma pessoa. Nenhuma partilha.
Dos 13 cliques registados, 10 foram no "ver mais" para expandir o texto, 2 para a página da empresa e 1 para o artigo. Ninguém jogou.
E foi caro: 107,33 € por mil impressões, mais de três vezes a referência de mercado. As 706 pessoas alcançadas viram o anúncio menos de duas vezes e ficaram, em média, 5,3 segundos.
Distribuição das impressões pelos níveis de senioridade do LinkedIn.
Níveis com experiência e autonomia de decisão
Este é o melhor resultado da campanha. Senior e Manager somam 48% das impressões, contra 39% na campanha do Hub. Em proporção, chegou-se a um público mais experiente, com menos peso de perfis em início de carreira.
A leitura, porém, tem de ser feita em escala e não em proporção: aplicadas ao total de impressões de cada campanha, estas percentagens dão cerca de oito vezes mais exposição a perfis Senior e Manager no Hub. A composição foi melhor, a escala foi oito vezes menor.
Os cargos mais alcançados, e como cada um reagiu.
Seleção dos perfis com maior exposição, não a totalidade da campanha: o LinkedIn identifica o cargo em cerca de metade das impressões e exporta apenas os maiores segmentos, pelo que os números não somam o total.
| Impressões | Cliques | CTR | |
|---|---|---|---|
| Full Stack Engineer | 83 | 0 | 0% |
| Software Engineer | 49 | 0 | 0% |
| Security Analyst | 36 | 0 | 0% |
| Project Engineer | 36 | 0 | 0% |
| Information Technology Manager | 26 | 0 | 0% |
| Mechanical Technician | 25 | 0 | 0% |
| Back End Developer | 24 | 0 | 0% |
| Electrical Engineer | 24 | 0 | 0% |
| Information Technology Specialist | 23 | 0 | 0% |
| Developer | 21 | 0 | 0% |
Os 13 cliques da campanha não vieram destes cargos. Os perfis mais alcançados — programadores, engenheiros de software, gestores de TI — viram o anúncio e não reagiram. Por isso a coluna de cliques está a zero em toda a tabela.
Os cliques vieram de cargos com muito menos exposição, fora dos 25 maiores segmentos que o LinkedIn exporta. Ou seja, as áreas que consumiram mais impressões não foram as que geraram cliques.
O Hub publicou conteúdo técnico em inglês com ligação a um artigo: o sucesso mede-se em visitas. Valência publicou um passatempo em espanhol a pedir comentários: o sucesso mede-se em comentários. Comparar o custo por clique dos dois é útil como leitura de eficiência, mas cada um deve ser julgado pelo que pedia.
| Hub | Valência | |
|---|---|---|
| Investimento | 150,00 € | 138,03 € |
| Impressões | 13 018 | 1 286 |
| Pessoas alcançadas | 3 832 | 706 |
| Taxa de cliques | 1,64% | 1,01% |
| Custo por mil impressões | 11,52 € | 107,33 € |
| Custo por clique | 0,70 € | 10,62 € |
| Cliques para o artigo | 190 | 1 |
| Gostos | 20 | 1 |
| Comentários | 0 | 1 |
| Partilhas | 0 | 0 |
| Tempo médio de visualização | 9,4 s | 5,3 s |
| Frequência | 3,4 | 1,8 |
| Senior + Manager | 39% | 48% |
Um post que pede comentários e gera um — do mesmo utilizador que deu o único gosto — não despertou interesse. E não teve ajuda nenhuma: o LinkedIn dá peso desproporcional à interação da primeira hora, e sem ela o alcance pago acaba a entregar um post que parece não interessar a ninguém.
107,33 € por mil impressões não é sustentável. Verificar a dimensão da audiência e a licitação antes de reinvestir. Se a audiência estiver abaixo de 50 mil pessoas, alargá-la é o que faz o custo descer.
Não são visitas nem interações com valor: é gente a expandir o texto para perceber o que estava a ver.
48% em Senior e Manager é a melhor composição das duas campanhas.